Aula 31 Expansão da República Romana e Império

TEMA: Expansão da República Romana e Império
Nossa aula foi:
1ºA, quinta-feira, 14 de maio de 2026.
1ºB, quinta-feira, 14 de maio de 2026.
1ºC, quinta-feira, 14 de maio de 2026.
EIXO TEMÁTICO
 
HABILIDADE NA BNCC
(EM13CHS501) Analisar os fundamentos da ética em diferentes culturas, tempos e espaços, identificando processos que contribuem para a formação de sujeitos éticos que valorizem a liberdade, a cooperação, a autonomia, o empreendedorismo, a convivência democrática e a solidariedade.
 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM
(GO-EMCHS501A) Identificar a etimologia dos termos moral e ética na história da filosofia, selecionando casos concretos que possam confirmar a necessidade de superação do mero senso moral para a reflexão ética propriamente dita.
Identificar a sociedade da Grécia e Roma Antiga, analisando a questão da democracia ateniense e do direito romano.
Analisar a construção da cidadania na Antiguidade Clássica.
 
CONTEÚDO
Ética e Moral
 
METODOLOGIA:
Os objetivos da aula são:
Identificar, no texto, as principais características da expansão territorial e da organização política da República Romana.
 
Compreender as causas da crise da República e os fatores que levaram à formação do Império Romano.
 
Reconhecer o papel de personagens históricos (Tibério e Caio Graco, Júlio César, Otaviano/Augusto) no processo de transformação política em Roma.
 
Relacionar a expansão romana e a romanização à diversidade cultural do Império.
 
Para tanto, nos serviremos da seguinte estrutura de aula:
Escrever no quadro (ou projetar) os objetivos da aula em linguagem acessível.
 
Explicar brevemente o contexto: em que momento da história de Roma o texto se concentra (expansão, crise da República, formação do Império, governo de Augusto).
 
Levantar rapidamente conhecimentos prévios com 2 ou 3 perguntas orais, por exemplo:
“Vocês já ouviram falar em Júlio César? Em qual contexto?”
“O que imaginam quando ouvem a expressão ‘Império Romano’?”
 
Solicitar que os estudantes abram o livro Moderna Plus História nas páginas 77-78.
 
Orientar uma leitura individual silenciosa, com foco em três “pistas” para marcar no texto (sublinhar, circular ou usar marca-texto):
 
Trechos que expliquem como Roma expandiu seu território.
 
Trechos que falem de conflitos internos e crises políticas na República.
 
Trechos que mostrem mudanças com o início do Império (Augusto, romanização, paz relativa).
 
O professor circula pela sala, esclarecendo vocabulário e dúvidas pontuais de compreensão de texto.
 
Metodologia ativa individual: o aluno percorre, sozinho, uma sequência de desafios escritos, escolhendo a ordem das questões a responder, o que favorece protagonismo, autonomia e leitura crítica (sem divisão em grupos).
 
Entregar uma ficha de estudo dirigido individual com 6–8 questões abertas e de resposta curta, organizadas em “estações” escritas na folha (Estação 1, Estação 2, etc.), mas a serem feitas individualmente.
 
Orientar que o aluno pode escolher por qual estação começar, desde que tente completar todas dentro do tempo.
 
Exemplos de “estações” (todas baseadas diretamente no texto das páginas 77-78):
 
Estação 1 – Expansão e guerras
A partir do texto, explique por que os romanos entraram em conflito com Cartago e o que foram as Guerras Púnicas.
 
Cite uma consequência da vitória romana nas Guerras Púnicas para o domínio do Mediterrâneo.
 
Estação 2 – Crise da República
De acordo com o texto, como a expansão de Roma aumentou a desigualdade social?
 
Quem foram Tibério e Caio Graco e o que eles propuseram?
 
Estação 3 – Conflitos e revoltas
Resuma a revolta liderada por Espártaco (quem participou, onde ocorreu, como terminou).
 
Estação 4 – Triunviratos e Júlio César
O que foi o Primeiro Triunvirato? Quem o formava?
 
Por que Júlio César foi assassinado, segundo o texto?
 
Estação 5 – Fim da República e início do Império
Explique como Otaviano/Augusto chegou ao poder e que título ele recebeu em 27 a.C.
 
De que forma o governo de Augusto mudou a organização política de Roma?
 
Estação 6 – Romanização e diversidade cultural
Cite dois exemplos, retirados do texto, que mostrem a diversidade cultural do Império Romano (alimentos, costumes, povos).
 
Explique, com suas palavras, o que é “romanização”.
 
Durante essa etapa, o professor assume o papel de mediador: orienta a leitura, ajuda na interpretação, relembra trechos do livro, mas não responde diretamente às questões.
 
Nos minutos finais da atividade, o professor pode escolher 2 ou 3 questões para correção coletiva oral, pedindo que alguns alunos leiam suas respostas para a turma.
 
MATERIAL:
Moderna Plus História, página 77-78.
 
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒
Forma de avaliação: avaliação formativa ao longo da aula e verificação escrita simples ao final.
 
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA FLEXIBILIZADA🎒
Princípios: manter os mesmos conteúdos centrais, com adaptações de linguagem, quantidade de informação e exigência de abstração, garantindo participação autônoma.
 
MATERIAL:
A expansão territorial da República Romana
1. Buscando o controle das rotas comerciais do Mar Mediterrâneo, os romanos entraram em conflito com muitos Estados e povos, como aqueles que habitavam a cidade de Cartago, no norte da África. Além de promover a expansão territorial e comercial, os romanos envolviam-se em guerras para capturar os povos derrotados e escravizá-los.
2. Os conflitos entre romanos e cartagineses ficaram conhecidos como Guerras Púnicas. Entre 264 a.C. e 146 a.C., ocorreram três guerras púnicas. Roma saiu vencedora de todas elas, dominando Cartago, destruindo-a e escravizando sua população. Durante a República, o domínio de Roma sobre o Mediterrâneo cresceu tanto que os romanos passaram a se referir a esse mar como Mare Nostrum (“Nosso Mar”).
 
A crise da República Romana
3. A expansão romana resultou no aumento do comércio e das riquezas, que ficaram concentradas nas mãos dos patrícios, intensificando a desigualdade social. Isso provocou outras revoltas plebeias. No século II a.C., os irmãos Tibério e Caio Graco — eleitos tribunos da plebe, respectivamente, em 133 a.C. e 122 a.C. — propuseram uma série de reformas para expandir a cidadania romana e distribuir terras e cereais aos mais pobres. Essas reformas sofreram resistência da elite e não foram levadas adiante. Tibério Graco e muitos de seus adeptos foram assassinados em 133 a.C. Em 121 a.C., Caio Graco e seus apoiadores também foram perseguidos e mortos de forma violenta.
4. O fracasso das reformas criou um ambiente propício para grandes revoltas, não só de plebeus, mas também de escravizados, que tomaram as ruas das cidades. Em 73 a.C., um grupo de gladiadores e outros escravizados, liderados pelo gladiador Espártaco, rebelou-se na região de Cápua, no sul da Península Itálica. Eles conseguiram mais adeptos e resistiram aos exércitos romanos até 71 a.C., quando foram derrotados e crucificados. Estima-se que cerca de 120 mil pessoas aderiram a essa revolta.
5. Com o objetivo de controlar a crise, em 60 a.C., o Senado estabeleceu um triunvirato, ou seja, uma aliança de três generais que deveriam assumir o governo de Roma. Esse Primeiro Triunvirato era formado por Marco Licínio Crasso, Júlio César e Pompeu, o Grande. Após a morte de Crasso, em 53 a.C., Júlio César derrotou Pompeu no Egito, com o auxílio da rainha local, Cleópatra VII. Assim, concentrou diversos poderes, diminuindo a importância do Senado.
6. Júlio César realizou diversas obras públicas, reprimiu revoltas e atendeu a algumas demandas da plebe. No entanto, um grupo de senadores o acusou de desejar restabelecer a monarquia, traindo a República. Em 44 a.C., esses homens o atraíram para o Senado e o assassinaram a facadas. Com a morte de Júlio César, formou-se o Segundo Triunvirato. Marco Antônio, general e antigo braço direito de Júlio César; Otaviano, sobrinho-neto de César; e Lépido, outro general aliado, assumiram o poder.
 
O fim da República Romana
7. Os conflitos se agravaram depois que Lépido foi afastado do triunvirato, em 36 a.C., após uma revolta. Marco Antônio e Otaviano passaram, então, a disputar o poder sobre Roma. Marco Antônio buscou o apoio de Cleópatra no Egito e se apaixonou por ela. Em 30 a.C., Otaviano invadiu o Egito e derrotou seus exércitos. Marco Antônio e Cleópatra suicidaram-se, e o Egito tornou-se uma província romana.
8. Otaviano assumiu o poder, adotando o sobrenome César como forma de honrar seu tio-avô e afirmar-se como seu herdeiro político. Em 27 a.C., assumiu o título de Augustus (“sagrado”), que lhe atribuía caráter divino na religião romana, tornando-se o primeiro imperador de Roma.
 
O Império Romano
9. O período em que Augusto esteve no poder em Roma foi marcado por relativa paz e prosperidade econômica, assim como pela expansão territorial. O território controlado pelos romanos era vasto: estendia-se da Península Ibérica até a Palestina, passando pelo norte da África, pelo Egito, pelo norte da Europa, pelos Bálcãs e pela Península do Peloponeso, além da Crimeia e da Ásia Menor. As leis romanas foram adotadas em todo o império, e os impostos eram recolhidos por autoridades locais, que depois os repassavam a Roma.
10. A expansão territorial romana reuniu diversos povos. Mercadorias e pessoas circulavam por todo o império, que, em razão disso, apresentava grande variedade cultural. Alimentos que antes não eram encontrados em Roma, como maçãs, peras, ameixas e cenouras, passaram a ser consumidos cotidianamente. Animais capturados na África, como leões, eram sacrificados nas arenas romanas. No Egito, as tradições locais mesclaram-se com as culturas helenística e romana. O estilo de vida romano era copiado pelos integrantes da elite das províncias em um processo conhecido como romanização, no qual, por exemplo, privilegiava-se a educação em latim.
11. Augusto construiu obras públicas, procurou controlar o Senado e promoveu ações para conquistar a plebe, como a realização de jogos de gladiadores e a distribuição de trigo, prática conhecida como política do pão e circo. Os objetivos eram valorizar a imagem do imperador e distrair a população dos problemas enfrentados em Roma.
12. No Império Romano, o Senado continuou a existir, mas perdeu seu poder de ação, servindo apenas para aprovar as propostas e decisões do imperador.
13. Augusto morreu em 14 d.C., mas deixou um sucessor: o general Tibério, seu enteado, filho de sua esposa Lívia. No período do Império Romano, em geral, era o imperador quem escolhia seu sucessor, mas, às vezes, isso era feito pelo Senado ou por altos membros do exército. As quatro principais dinastias que governaram o Império Romano foram a júlio-claudiana (entre 27 a.C. e 68 d.C.), a flaviana (entre 69 d.C. e 96 d.C.), a nerva-antonina (entre 96 d.C. e 192 d.C.) e a severa (entre 193 d.C. e 235 d.C.).