Aula 29 República Romana

TEMA: República Romana
Nossa aula foi:
1ºA, quinta-feira, 7 de maio de 2026.
1ºB, quinta-feira, 7 de maio de 2026.
1ºC, quinta-feira, 7 de maio de 2026.
EIXO TEMÁTICO
 
HABILIDADE NA BNCC
(EM13CHS501) Analisar os fundamentos da ética em diferentes culturas, tempos e espaços, identificando processos que contribuem para a formação de sujeitos éticos que valorizem a liberdade, a cooperação, a autonomia, o empreendedorismo, a convivência democrática e a solidariedade.
 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM
(GO-EMCHS501A) Identificar a etimologia dos termos moral e ética na história da filosofia, selecionando casos concretos que possam confirmar a necessidade de superação do mero senso moral para a reflexão ética propriamente dita.
Identificar a sociedade da Grécia e Roma Antiga, analisando a questão da democracia ateniense e do direito romano.
Analisar a construção da cidadania na Antiguidade Clássica.
 
CONTEÚDO
Ética e Moral
 
METODOLOGIA:
Os objetivos da aula são:
Compreender o significado de república na Roma Antiga e identificar as principais instituições políticas do período republicano.
 
Reconhecer as funções dos magistrados, do Senado e das assembleias na organização do poder romano.
 
Analisar as desigualdades sociais e políticas entre patrícios, plebeus e mulheres na República Romana.
 
Relacionar as lutas dos plebeus à criação do cargo de tribuno da plebe e a mudanças como a Lei Licínia Sêxtia.
 
Para tanto, nos serviremos da seguinte estrutura de aula:
O professor inicia a aula apresentando os objetivos no quadro e explicando que a turma estudará como a República Romana organizava o poder e por que, apesar do sentido de “coisa pública”, nem todos participavam igualmente das decisões. Em seguida, propõe uma pergunta disparadora para resposta individual e oral breve: “Uma república garante participação política igual para todos?”. Essa abertura favorece a problematização do tema e prepara a leitura crítica do texto.
 
Os estudantes realizam leitura silenciosa individual do texto da Moderna Plus História, páginas 76-77, com orientação para sublinhar palavras-chave, como: república, magistrados, Senado, assembleias, patrícios, plebeus, tribuno da plebe. Depois, o professor faz breve retomada oral, esclarecendo vocabulário e reforçando as ideias centrais do texto.
 
Como metodologia ativa, propõe-se uma trilha de leitura ativa individual, sem trabalho em grupo. Cada aluno recebe ou copia no caderno um roteiro com comandos curtos:
 
Identifique no texto quem exercia o poder na República Romana.
 
Circule os nomes dos cargos políticos.
 
Numere, em ordem de importância no texto, as instituições mencionadas.
 
Destaque um trecho que mostre desigualdade social.
 
Escreva, com suas palavras, por que os plebeus estavam insatisfeitos.
 
Após essa etapa, cada estudante organiza as informações em um quadro-síntese individual, com três colunas:
Instituição/Cargo | Função | Quem era beneficiado ou excluído.
 
Essa proposta é ativa porque coloca o aluno em ação de leitura, seleção, classificação e síntese, favorecendo protagonismo cognitivo sem exigir atividade coletiva. O foco não é apenas copiar, mas interpretar e reorganizar as informações do texto em estrutura própria.
 
Na etapa final, o professor corrige oralmente os pontos principais com a turma, construindo no quadro uma síntese:
fim da monarquia e início da república;
magistraturas e função dos cônsules;
fortalecimento do Senado;
desigualdade na Assembleia Centurial;
luta dos plebeus;
criação do tribuno da plebe.
 
Para fechamento, cada aluno escreve uma frase-resposta no caderno: “A República Romana era democrática para todos? Justifique com base no texto.” Essa produção servirá também como registro avaliativo.
 
MATERIAL:
Moderna Plus História, página 76-77.
 
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒
A avaliação ocorrerá de forma processual, observando:
participação na leitura e na atividade individual;
capacidade de identificar instituições e funções políticas da República Romana;
compreensão das desigualdades entre patrícios e plebeus;
elaboração do quadro-síntese;
resposta final escrita com justificativa baseada no texto.
 
Proposta de atividade avaliativa comum:
Responder individualmente, no caderno:
O que significava república na Roma Antiga?
Quem eram os cônsules e qual era sua função?
Por que a Assembleia Centurial favorecia os mais ricos?
Qual foi a conquista dos plebeus com a criação do tribuno da plebe?
A República Romana garantia participação política igual para todos? Explique.
 
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA FLEXIBILIZADA🎒
Para os alunos com déficit intelectual que sabem ler, a avaliação deve manter o mesmo tema e objetivo, mas com redução de complexidade, linguagem mais direta, apoio visual e menor volume de escrita.
 
Adaptações metodológicas durante a aula:
leitura mediada com acompanhamento do professor;
destaque prévio de palavras-chave no texto;
comandos curtos, objetivos e um de cada vez;
tempo ampliado para realização;
possibilidade de resposta oral com registro feito pelo professor;
uso de quadro-síntese com campos já organizados.
 
Proposta de avaliação flexibilizada:
 
Marque a alternativa correta:
A República começou em Roma quando:
( ) o rei ganhou mais poder
( ) o rei foi tirado do poder
( ) os plebeus perderam a cidadania
 
Ligue corretamente:
Cônsules – ( ) vetavam decisões do Senado
Senado – ( ) instituição muito poderosa da república
Tribuno da plebe – ( ) comandavam o exército
 
Complete com palavras do quadro:
plebeus – ricos – Senado
A votação na Assembleia Centurial favorecia os mais.
Os estavam insatisfeitos com a república.
O era uma das instituições mais poderosas.
 
Responda com frase curta:
Os plebeus conseguiram qual cargo para defendê-los?
 
MATERIAL:
República Romana
1. No ano 509 a.C., os patrícios se uniram aos plebeus para tirar do poder o rei Tarquínio, conhecido como o Soberbo. Teve início, então, o período republicano da Roma Antiga, em que o poder de governar deixou de pertencer a uma só pessoa. É este o significado de república: “coisa pública”.
2. No lugar do rei, o governo passou a ser executado por magistrados, como os pretores, que cuidavam da justiça; os questores, responsáveis pelo tesouro e pelos impostos; os edis, encarregados da manutenção da cidade; e os censores, que elaboravam o censo conforme a riqueza das pessoas e fiscalizavam as obras públicas. Esses cargos eram anuais e ocupados por mais de uma pessoa. Os dois magistrados mais importantes controlavam o exército e os outros magistrados e, além disso, propunham questões urgentes ao Senado; eles eram chamados de cônsules.
O Senado e as assembleias
3. O Senado já existia no período da monarquia, mas, na república, tornou-se a mais poderosa instituição romana. Essa instituição era responsável por aconselhar os cônsules, nomear os embaixadores, controlar as finanças e decidir questões internas e externas por meio de decretos. O Senado também convocava assembleias e, nelas, propunha novas leis para votação.
4. Outras questões eram decididas em assembleias, como a Assembleia Centurial, em que os cidadãos romanos eram separados em centúrias, grupos definidos de acordo com sua riqueza. Essa assembleia elegia autoridades, como os cônsules, votava as leis propostas e decidia sobre os tratados de paz e as declarações de guerra. Cada centúria tinha direito a um voto, e as votações começavam pelas que representavam os cidadãos romanos mais ricos, que eram as mais numerosas: cerca de oitenta. As centúrias dos cidadãos mais pobres eram cerca de vinte e votavam por último. Geralmente, a maioria dos votos para aprovar uma lei era alcançada apenas com os votos das primeiras centúrias, de modo que as últimas, as dos cidadãos mais pobres, nem chegavam a votar.
5. Assim, na prática, a administração da República Romana ficava nas mãos dos patrícios, com um fator censitário que limitava a participação dos romanos mais pobres nas decisões da Assembleia Centurial. Além disso, independentemente de sua renda, as mulheres não tinham direitos políticos na Roma Antiga. Os plebeus podiam ser escravizados caso não conseguissem pagar suas dívidas e perder suas terras para os patrícios enquanto lutavam no exército romano. Insatisfeitos com a república, eles se rebelaram em 494 a.C., abandonando a cidade de Roma.
6. Pressionados pela falta de trabalhadores, os patrícios aceitaram a criação de uma magistratura que representasse os plebeus. Foi criado, então, o cargo de tribuno da plebe. Eleito pelos plebeus, ele tinha o poder de vetar as decisões do Senado. Mais tarde, em 367 a.C., uma das principais demandas dos plebeus foi atendida: a abolição da escravidão por dívidas. No mesmo ano, foi criada a lei Licínia Sêxtia, segundo a qual um dos cônsules tinha de ser plebeu.