TEMA: Democracia
ateniense
Nossa aula foi:
1ºA,terça-feira,
31 de março de 2026 .
1ºB,terça-feira,
31 de março de 2026 .
1ºC,terça-feira,
31 de março de 2026 .
EIXO TEMÁTICO
HABILIDADE NA BNCC
(EM13CHS103) Elaborar hipóteses, selecionar evidências e compor argumentos relativos a processos políticos, econômicos, sociais, ambientais, culturais e epistemológicos, com base na sistematização de dados e informações de diversas naturezas (expressões artísticas, textos filosóficos e sociológicos, documentos históricos e geográficos, gráficos, mapas, tabelas, tradições orais, entre outros).
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM
(GO-EMCHS103A) Identificar o objeto e os objetivos das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas elaborando hipóteses sobre os processos sociais, políticos, econômicos, espaciais, ambientais e culturais para distinguir suas aproximações e diferenças frente a outras ciências.
Compreender o conceito de História e historiografia, tempo histórico e suas periodizações, Patrimônio Histórico e Cultural.
CONTEÚDO
Métodos nas Ciências Humanas e Sociais Aplicadas
METODOLOGIA:
Os objetivos da aula são:
Identificar, em linguagem adequada à faixa etária, que existem formas diferentes de tomar decisões em grupo, ontem e hoje, a partir do texto sobre a democracia ateniense.
Perceber que nem todas as pessoas participavam igualmente em Atenas e relacionar essa ideia à importância da participação e do respeito no presente, em contextos próximos à vida escolar.
Reconhecer que povos e culturas entram em contato de formas variadas, inclusive por guerras e conquistas, a partir do trecho sobre os macedônios e a helenização.
Desenvolver escuta, oralidade, leitura compartilhada e registro individual por meio de uma metodologia ativa sem trabalho em grupos.
Para tanto, nos serviremos da seguinte estrutura de
aula:
Iniciarei a aula com a acolhida da turma e com a apresentação dos objetivos em linguagem simples, explicando aos alunos o que iremos aprender sobre as formas de participação e de tomada de decisão no passado e no presente. Direi, por exemplo, que vamos compreender que as pessoas nem sempre decidiram as coisas do mesmo jeito e que, em outros tempos, nem todos podiam participar dessas decisões.
Em seguida, farei a leitura mediada de trechos
selecionados do texto entregue aos alunos, realizando pausas sempre que
necessário para explicar palavras e expressões importantes, como “decisão”,
“cidadãos”, “participação”, “guerra”, “conquista” e “cultura”. Considerando que
se trata de uma turma de 1º ano do Ensino Fundamental, conduzirei essa leitura
com foco na compreensão das ideias principais, utilizando exemplos do cotidiano
escolar para facilitar o entendimento.
Como metodologia ativa, desenvolvei uma proposta de
estações individuais no caderno, sem organização de atividades em grupo. Cada
aluno realizará as etapas em seu próprio lugar, de forma orientada e com minha
mediação durante todo o processo.
Na primeira etapa, pedirei que os alunos escutem
atentamente e identifiquem, no texto impresso, algumas palavras-chave
previamente selecionadas, circulando, sublinhando ou pintando termos como:
isonomia – “ideia de que todos os homens que faziam parte desse grupo tinham igual capacidade de administrar a pólis”.
democracia direta – “os cidadãos atenienses tomavam
as decisões diretamente nas assembleias”.
democracia representativa – “as decisões são
tomadas por representantes eleitos pelos cidadãos”.
direitos políticos – no texto, aparecem ligados à
ideia de participação política, quando afirma que a democracia ateniense
“propiciava direitos políticos para um grupo pequeno de pessoas”.
mulheres – aparecem no texto como parte do grupo
excluído da democracia ateniense.
estrangeiros – aparecem no texto como grupo
excluído da participação política em Atenas.
escravizados – aparecem no texto como grupo
excluído dos direitos políticos em Atenas.
direitos de cidadania – no texto, aparecem
relacionados à “ampliação dos direitos de cidadania” nas democracias atuais.
liberdades individuais – no texto, aparecem como
característica das democracias atuais.
cotas – o texto explica que são adotadas “para
garantir a representação desses grupos em tais espaços”.
Guerras Médicas – o texto explica que são “os
conflitos entre gregos e persas”.
Guerra do Peloponeso – o texto informa que foi o
conflito “entre 431 a.C. e 404 a.C.” envolvendo cidades gregas da Liga do
Peloponeso e da Liga de Delos.
mundo helenístico – o texto associa esse termo à
difusão da cultura grega por Alexandre nos territórios conquistados.
biblioteca – no texto, refere-se à “imensa
biblioteca na cidade de Alexandria”, apresentada como parte de um grande centro
de conhecimento da Antiguidade.
Na segunda etapa, farei perguntas objetivas sobre o
conteúdo, e cada aluno responderá individualmente, utilizando cartões, placas
ou pequenos registros no caderno, com opções como “sim/não”, “antes/hoje” e
“participavam/não participavam”.
Na terceira etapa, solicitarei que completem frases curtas no caderno, como “Em Atenas, quem decidia era...”, “Hoje, no Brasil, escolhemos...” e “Alexandre espalhou...”.
Depois dessas atividades, promoverei uma
problematização individual guiada, propondo perguntas curtas para reflexão
oral, como: “Na nossa sala, como podemos decidir algo juntos?”, “É justo quando
algumas pessoas não podem participar?” e “O que acontece quando um povo
conquista outro?”. Com isso, buscarei aproximar o conteúdo histórico da
vivência dos alunos e favorecer a construção de sentidos a partir de situações
mais próximas de sua realidade.
Ao final da aula, farei a sistematização no quadro,
organizando com a turma duas colunas simples, intituladas “Atenas” e “Hoje”.
Nesse momento, registrarei as diferenças mais básicas entre os contextos
estudados, como “decisão direta” e “representantes”, além de “nem todos
participavam” e “mais pessoas têm direitos”. Também retomarei o trecho sobre
Alexandre, explicando em linguagem acessível que alguns costumes e elementos da
cultura grega se espalharam por vários lugares após as conquistas macedônicas.
MATERIAL:
Moderna Plus História, Volume Único, capítulo 3, página 74.
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒
A avaliação será processual, considerando a participação do aluno na leitura, na escuta, nas respostas orais e no registro individual no caderno. Será observada a capacidade de identificar informações centrais do texto e de relacionar, de forma inicial, diferenças entre a democracia ateniense e a participação política no presente.
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA FLEXIBILIZADA🎒
Para estudantes com déficit intelectual que sabem ler, a avaliação será adaptada com comandos curtos, apoio visual, leitura mediada, alternativas reduzidas e possibilidade de resposta oral. Serão priorizadas atividades de associação, marcação de respostas e completamento com banco de palavras, respeitando o ritmo do estudante e verificando a compreensão das ideias principais da aula.
Nossa aula foi:
1ºA,
1ºB,
1ºC,
EIXO TEMÁTICO
(EM13CHS103) Elaborar hipóteses, selecionar evidências e compor argumentos relativos a processos políticos, econômicos, sociais, ambientais, culturais e epistemológicos, com base na sistematização de dados e informações de diversas naturezas (expressões artísticas, textos filosóficos e sociológicos, documentos históricos e geográficos, gráficos, mapas, tabelas, tradições orais, entre outros).
(GO-EMCHS103A) Identificar o objeto e os objetivos das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas elaborando hipóteses sobre os processos sociais, políticos, econômicos, espaciais, ambientais e culturais para distinguir suas aproximações e diferenças frente a outras ciências.
Compreender o conceito de História e historiografia, tempo histórico e suas periodizações, Patrimônio Histórico e Cultural.
Métodos nas Ciências Humanas e Sociais Aplicadas
Os objetivos da aula são:
Identificar, em linguagem adequada à faixa etária, que existem formas diferentes de tomar decisões em grupo, ontem e hoje, a partir do texto sobre a democracia ateniense.
Perceber que nem todas as pessoas participavam igualmente em Atenas e relacionar essa ideia à importância da participação e do respeito no presente, em contextos próximos à vida escolar.
Reconhecer que povos e culturas entram em contato de formas variadas, inclusive por guerras e conquistas, a partir do trecho sobre os macedônios e a helenização.
Desenvolver escuta, oralidade, leitura compartilhada e registro individual por meio de uma metodologia ativa sem trabalho em grupos.
Iniciarei a aula com a acolhida da turma e com a apresentação dos objetivos em linguagem simples, explicando aos alunos o que iremos aprender sobre as formas de participação e de tomada de decisão no passado e no presente. Direi, por exemplo, que vamos compreender que as pessoas nem sempre decidiram as coisas do mesmo jeito e que, em outros tempos, nem todos podiam participar dessas decisões.
isonomia – “ideia de que todos os homens que faziam parte desse grupo tinham igual capacidade de administrar a pólis”.
Na terceira etapa, solicitarei que completem frases curtas no caderno, como “Em Atenas, quem decidia era...”, “Hoje, no Brasil, escolhemos...” e “Alexandre espalhou...”.
Moderna Plus História, Volume Único, capítulo 3, página 74.
A avaliação será processual, considerando a participação do aluno na leitura, na escuta, nas respostas orais e no registro individual no caderno. Será observada a capacidade de identificar informações centrais do texto e de relacionar, de forma inicial, diferenças entre a democracia ateniense e a participação política no presente.
Para estudantes com déficit intelectual que sabem ler, a avaliação será adaptada com comandos curtos, apoio visual, leitura mediada, alternativas reduzidas e possibilidade de resposta oral. Serão priorizadas atividades de associação, marcação de respostas e completamento com banco de palavras, respeitando o ritmo do estudante e verificando a compreensão das ideias principais da aula.
Democracia ateniense
Os macedônios e o processo de helenização
https://wayground.com/join?gc=44569854
MATERIAL:
Democracia ateniense
1. A democracia ateniense era diferente da contemporânea. Ela era atravessada por uma noção de isonomia entre os cidadãos, ou seja, pela ideia de que todos os homens que faziam parte desse grupo tinham igual capacidade de administrar a pólis. Assim, os cidadãos atenienses tomavam as decisões diretamente nas assembleias. Esse sistema é chamado de democracia direta. No sistema democrático em vigor no Brasil atual, as decisões são tomadas por representantes eleitos pelos cidadãos. Trata-se de uma democracia representativa. Além disso, como você estudou, em Atenas, a democracia propiciava direitos políticos para um grupo pequeno de pessoas, excluindo mulheres, estrangeiros e escravizados. Já as democracias atuais são caracterizadas pela ampliação dos direitos de cidadania e pelo reconhecimento das liberdades individuais.
2. Em
razão das lutas históricas de grupos politicamente minoritários e
historicamente discriminados, como os das mulheres e dos negros, hoje, em
democracias como a brasileira, procura-se aumentar a participação dessas
pessoas nos espaços de tomada de decisão e de liderança política. Isso é feito,
por exemplo, por meio de programas de cotas, adotados para garantir a
representação desses grupos em tais espaços. O objetivo é que mulheres e negros
atuem de forma plena e efetiva em todos os níveis de decisão da vida pública,
equiparando a participação política desses grupos à de homens e brancos.
Os
macedônios e o processo de helenização
1. Os contatos entre os povos do Mediterrâneo ocorreram de forma pacífica e por meios não amistosos, como as guerras. Os conflitos entre gregos e persas (as chamadas Guerras Médicas), por exemplo, marcaram o século V a.C. Também ocorreram conflitos entre cidades gregas, como a Guerra do Peloponeso (entre 431 a.C. e 404 a.C.). Diversas pólis organizadas na Liga do Peloponeso, liderada por Esparta, e outras da Liga de Delos, liderada por Atenas, envolveram-se nessa guerra.
2. Quando a Guerra do Peloponeso teve fim, Atenas, Esparta e outras cidades gregas foram dominadas pelos macedônios, que viviam ao norte da Grécia e começaram a expandir seus domínios a partir de 350 a.C. Essa expansão foi liderada por Filipe II, assassinado em 336 a.C., quando o trono passou a seu filho, Alexandre, então com 20 anos. Alexandre atacou o Império Persa e conquistou a Babilônia, Persépolis e Susa. Dominou territórios na Ásia Menor, na Síria, no Egito, na Mesopotâmia, na Báctria e na Índia. O Império Macedônico conquistou um território imenso e promoveu conexões que fortaleceram as rotas comerciais asiáticas.
3. Educado por Aristóteles, um dos mais importantes filósofos gregos, Alexandre tinha profunda admiração pela cultura grega e a difundiu pelos territórios conquistados, dando forma ao mundo helenístico. Em geral, as culturas, instituições e lideranças dos povos conquistados eram preservadas pelos macedônios, o que diminuía a resistência à invasão.
4. Alexandre faleceu em 323 a.C., e os territórios do império passaram a ser administrados por alguns de seus generais, como Ptolomeu, que se consagrou faraó no Egito. Ele reuniu estudiosos e culturas de diversas partes do mundo e construiu uma imensa biblioteca na cidade de Alexandria, capital do Egito macedônico, transformando-a em um dos maiores centros de conhecimento da Antiguidade.
Democracia ateniense
1. A democracia ateniense era diferente da contemporânea. Ela era atravessada por uma noção de isonomia entre os cidadãos, ou seja, pela ideia de que todos os homens que faziam parte desse grupo tinham igual capacidade de administrar a pólis. Assim, os cidadãos atenienses tomavam as decisões diretamente nas assembleias. Esse sistema é chamado de democracia direta. No sistema democrático em vigor no Brasil atual, as decisões são tomadas por representantes eleitos pelos cidadãos. Trata-se de uma democracia representativa. Além disso, como você estudou, em Atenas, a democracia propiciava direitos políticos para um grupo pequeno de pessoas, excluindo mulheres, estrangeiros e escravizados. Já as democracias atuais são caracterizadas pela ampliação dos direitos de cidadania e pelo reconhecimento das liberdades individuais.
1. Os contatos entre os povos do Mediterrâneo ocorreram de forma pacífica e por meios não amistosos, como as guerras. Os conflitos entre gregos e persas (as chamadas Guerras Médicas), por exemplo, marcaram o século V a.C. Também ocorreram conflitos entre cidades gregas, como a Guerra do Peloponeso (entre 431 a.C. e 404 a.C.). Diversas pólis organizadas na Liga do Peloponeso, liderada por Esparta, e outras da Liga de Delos, liderada por Atenas, envolveram-se nessa guerra.
2. Quando a Guerra do Peloponeso teve fim, Atenas, Esparta e outras cidades gregas foram dominadas pelos macedônios, que viviam ao norte da Grécia e começaram a expandir seus domínios a partir de 350 a.C. Essa expansão foi liderada por Filipe II, assassinado em 336 a.C., quando o trono passou a seu filho, Alexandre, então com 20 anos. Alexandre atacou o Império Persa e conquistou a Babilônia, Persépolis e Susa. Dominou territórios na Ásia Menor, na Síria, no Egito, na Mesopotâmia, na Báctria e na Índia. O Império Macedônico conquistou um território imenso e promoveu conexões que fortaleceram as rotas comerciais asiáticas.
3. Educado por Aristóteles, um dos mais importantes filósofos gregos, Alexandre tinha profunda admiração pela cultura grega e a difundiu pelos territórios conquistados, dando forma ao mundo helenístico. Em geral, as culturas, instituições e lideranças dos povos conquistados eram preservadas pelos macedônios, o que diminuía a resistência à invasão.
4. Alexandre faleceu em 323 a.C., e os territórios do império passaram a ser administrados por alguns de seus generais, como Ptolomeu, que se consagrou faraó no Egito. Ele reuniu estudiosos e culturas de diversas partes do mundo e construiu uma imensa biblioteca na cidade de Alexandria, capital do Egito macedônico, transformando-a em um dos maiores centros de conhecimento da Antiguidade.