TEMA: Rotas da Seda
Nossa aula foi:
1ºA,terça-feira,
3 de março de 2026 .
1ºB,terça-feira,
3 de março de 2026 .
1ºC,terça-feira,
3 de março de 2026 .
EIXO TEMÁTICO
HABILIDADE NA BNCC
(EM13CHS103) Elaborar hipóteses, selecionar evidências e compor argumentos relativos a processos políticos, econômicos, sociais, ambientais, culturais e epistemológicos, com base na sistematização de dados e informações de diversas naturezas (expressões artísticas, textos filosóficos e sociológicos, documentos históricos e geográficos, gráficos, mapas, tabelas, tradições orais, entre outros).
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM
(GO-EMCHS103A) Identificar o objeto e os objetivos das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas elaborando hipóteses sobre os processos sociais, políticos, econômicos, espaciais, ambientais e culturais para distinguir suas aproximações e diferenças frente a outras ciências.
Compreender o conceito de História e historiografia, tempo histórico e suas periodizações, Patrimônio Histórico e Cultural.
CONTEÚDO
Métodos nas Ciências Humanas e Sociais Aplicadas
METODOLOGIA:
Os objetivos da aula são:
Compreender que existiram “caminhos/rotas” usados por pessoas para transportar mercadorias e conectar lugares distantes.
Identificar, no texto, ao menos 3 elementos centrais: “rotas/caminhos”, “mercadorias (seda)”, “trocas (produtos e ideias)”.
Desenvolver atitude investigativa ao observar o texto como “fonte” e responder perguntas de localização de informação (quem/onde/o quê) com apoio do professor.
Para tanto, nos serviremos da seguinte estrutura de
aula:
Escrever no quadro a pergunta-guia “Como as pessoas levavam coisas para longe antes de existir caminhão e avião?” e apresentar os objetivos em linguagem simples.
Leitura mediada do texto em voz alta pelo professor
com pausas; os alunos acompanham e fazem marcação no papel (sublinhar) sempre
que aparecerem no texto:
(a) “Um lugar” (topônimos e regiões)
“Ásia”
“China”
“Ásia Central”
“Mesopotâmia”
“Ásia Menor”
“Mar Mediterrâneo”
“Índia”
“Egito”
“Xi’an (a antiga Chang’an)”
“deserto de Takla Makan”
“Uzbequistão” (aparece em “atual território do Uzbequistão”)
“Sardes”
“Susa”
“Persépolis”
“Irã”
“Rio Indo”
“Roma”
“Grécia”
“Rio Volga”
“Báctria”
(b) “Algo que circula” (o que transita pelas rotas)
“artigos de luxo”
“a seda”
“os cavalos ágeis e fortes”
“moedas greco-romanas”
“espelhos e seda chineses”
“pessoas de diferentes origens” (circulação de pessoas)
“tecnologias”
“artes”
“religiões”
“doenças”
(Religiões nomeadas no texto) “o budismo”, “o zoroastrismo” e “o islamismo”
(c) “Uma consequência do encontro entre povos”
(efeitos do intercâmbio)
“houve intercâmbio de conhecimentos”
“foram alteradas lógicas sociais”
“ocorreram transformações políticas”
“expansões religiosas”
“muitos encontros e conflitos”
“favoreceram a divulgação das tradições persas”
“a propagação do budismo, do zoroastrismo e do islamismo”
“Isso dificultava os percursos”
“os mercadores tinham de pagar tributos e negociar sua travessia”
“Isso favoreceu a expansão do comércio chinês”
“Esse crescimento comercial foi seguido de expansão territorial”
“Não foram apenas produtos que circularam... Por elas também transitaram tecnologias, artes, religiões e até doenças que impactaram diversos povos e a configuração do mundo.”
MATERIAL:
Moderna Plus História, Volume Único, capítulo 3, páginas 68-69.
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒
Instrumento: ficha individual (1) localiza informação explícita no texto (lugares/itens); (2) identifica que havia troca de mercadorias e de ideias; (3) registra por escrito ao menos 1 frase compreensível relacionada ao texto (mesmo com ortografia inicial).
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA FLEXIBILIZADA🎒
Instrumento: mesma ficha, com adaptações de acesso: frases com lacunas já iniciadas, banco de palavras e opção de resposta por marcação (X) e desenho com legenda curta.
Critérios (foco no essencial): (1) aponta no texto pelo menos 1 lugar e 1
coisa que circulava; (2) completa 1 frase com apoio (“Pelas rotas passavam
pessoas e ______.”); (3) demonstra compreensão por escolha guiada (ex.: marcar
que também circulavam ideias/tecnologias/religiões/doenças).
Nossa aula foi:
1ºA,
1ºB,
1ºC,
EIXO TEMÁTICO
(EM13CHS103) Elaborar hipóteses, selecionar evidências e compor argumentos relativos a processos políticos, econômicos, sociais, ambientais, culturais e epistemológicos, com base na sistematização de dados e informações de diversas naturezas (expressões artísticas, textos filosóficos e sociológicos, documentos históricos e geográficos, gráficos, mapas, tabelas, tradições orais, entre outros).
(GO-EMCHS103A) Identificar o objeto e os objetivos das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas elaborando hipóteses sobre os processos sociais, políticos, econômicos, espaciais, ambientais e culturais para distinguir suas aproximações e diferenças frente a outras ciências.
Compreender o conceito de História e historiografia, tempo histórico e suas periodizações, Patrimônio Histórico e Cultural.
Métodos nas Ciências Humanas e Sociais Aplicadas
Os objetivos da aula são:
Compreender que existiram “caminhos/rotas” usados por pessoas para transportar mercadorias e conectar lugares distantes.
Identificar, no texto, ao menos 3 elementos centrais: “rotas/caminhos”, “mercadorias (seda)”, “trocas (produtos e ideias)”.
Desenvolver atitude investigativa ao observar o texto como “fonte” e responder perguntas de localização de informação (quem/onde/o quê) com apoio do professor.
Escrever no quadro a pergunta-guia “Como as pessoas levavam coisas para longe antes de existir caminhão e avião?” e apresentar os objetivos em linguagem simples.
(a) “Um lugar” (topônimos e regiões)
“Ásia”
“China”
“Ásia Central”
“Mesopotâmia”
“Ásia Menor”
“Mar Mediterrâneo”
“Índia”
“Egito”
“Xi’an (a antiga Chang’an)”
“deserto de Takla Makan”
“Uzbequistão” (aparece em “atual território do Uzbequistão”)
“Sardes”
“Susa”
“Persépolis”
“Irã”
“Rio Indo”
“Roma”
“Grécia”
“Rio Volga”
“Báctria”
“artigos de luxo”
“a seda”
“os cavalos ágeis e fortes”
“moedas greco-romanas”
“espelhos e seda chineses”
“pessoas de diferentes origens” (circulação de pessoas)
“tecnologias”
“artes”
“religiões”
“doenças”
(Religiões nomeadas no texto) “o budismo”, “o zoroastrismo” e “o islamismo”
“houve intercâmbio de conhecimentos”
“foram alteradas lógicas sociais”
“ocorreram transformações políticas”
“expansões religiosas”
“muitos encontros e conflitos”
“favoreceram a divulgação das tradições persas”
“a propagação do budismo, do zoroastrismo e do islamismo”
“Isso dificultava os percursos”
“os mercadores tinham de pagar tributos e negociar sua travessia”
“Isso favoreceu a expansão do comércio chinês”
“Esse crescimento comercial foi seguido de expansão territorial”
“Não foram apenas produtos que circularam... Por elas também transitaram tecnologias, artes, religiões e até doenças que impactaram diversos povos e a configuração do mundo.”
Moderna Plus História, Volume Único, capítulo 3, páginas 68-69.
Instrumento: ficha individual (1) localiza informação explícita no texto (lugares/itens); (2) identifica que havia troca de mercadorias e de ideias; (3) registra por escrito ao menos 1 frase compreensível relacionada ao texto (mesmo com ortografia inicial).
Instrumento: mesma ficha, com adaptações de acesso: frases com lacunas já iniciadas, banco de palavras e opção de resposta por marcação (X) e desenho com legenda curta.
https://wayground.com/join?gc=64799646
MATERIAL:
Rotas da Seda
1. Entre os fluxos mercantis mais simbólicos do universo das trocas comerciais e culturais, as Rotas da Seda ocupam um lugar especial. Rotas da Seda é o modo como são chamados os caminhos e as estradas utilizados por caravanas comerciais para transportar artigos de luxo na Ásia entre os séculos II a.C. e XVI d.C. Esses caminhos ligavam a China, a Ásia Central, a Mesopotâmia e a Ásia Menor. Mais tarde, passaram a integrar o Mar Mediterrâneo, a Índia e o Egito.
2. Estima-se
que, de leste a oeste, a extensão dos caminhos das Rotas da Seda era superior a
7 mil quilômetros, da cidade de Xi’an (a antiga Chang’an), na China, até o Mar
Mediterrâneo. Havia também uma série de caminhos secundários que formavam uma
vasta rede comercial e cultural.
3. Em razão da circulação de pessoas de diferentes origens por essas rotas, houve intercâmbio de conhecimentos, foram alteradas lógicas sociais, e ocorreram transformações políticas, expansões religiosas e muitos encontros e conflitos. As Rotas da Seda conectaram a China imperial às cidades-oásis do deserto de Takla Makan, na Ásia Central, e favoreceram a divulgação das tradições persas nos impérios da Índia e a propagação do budismo, do zoroastrismo e do islamismo entre as confederações nômades das estepes e muitos outros povos.
4. Ao longo dos séculos, essas rotas foram controladas por diversos povos e impérios, como os chineses, os kushanas (da Ásia Central), os persas, os sogdianos (da região correspondente a do atual território do Uzbequistão), os califados islâmicos, as confederações nômades da Ásia Central e o Império Mongol. Isso dificultava os percursos, pois, muitas vezes, os mercadores tinham de pagar tributos e negociar sua travessia em territórios controlados por autoridades diferentes, algumas amistosas, outras hostis.
5. Essas rotas tiveram origem nos esforços da China imperial para controlar as confederações nômades vizinhas a seu território. O primeiro imperador da China unificada foi Qin Shi Huangdi, que reinou no século III a.C. A fim de fazer acordos com povos nômades, como os yuezhis e os xiongnus, Qin Shi Huangdi enviava missões com um produto muito especial para oferecer como presente diplomático: a seda. Em troca, os chineses obtinham os cavalos ágeis e fortes criados pelos nômades da Ásia Central.
6. Na Ásia Menor, alguns dos principais trechos dessas rotas remontam a um tempo ainda mais antigo. Eles faziam parte da Estrada Real Persa, criada por Dario I, imperador persa, no século V a.C. Essa estrada ligava a cidade de Sardes a Susa, que antecedeu Persépolis como capital persa.
7. O Império Persa foi um dos maiores e mais poderosos da Antiguidade. A princípio, os persas ocupavam o sul do território correspondente ao que hoje é ocupado pelo Irã, mas, no século VI a.C., sob o governo de Ciro II, conquistaram territórios na Mesopotâmia, na Ásia Menor e na Ásia Central, estendendo o império até o vale do Rio Indo.
8. No século IV a.C., os persas foram conquistados pelos macedônios, mas a Estrada Real Persa não perdeu sua importância: a partir do século II a.C., ela conectou-se às Rotas da Seda. Isso favoreceu a expansão do comércio chinês. Esse crescimento comercial foi seguido de expansão territorial. Os chineses ampliaram sua área de domínio a oeste do império, passando a controlar rotas e territórios disputados por diversos povos.
9. Nesse período, os chineses eram os únicos que sabiam produzir seda, e o comércio desse produto conectou a Ásia ao Egito, à Grécia e a Roma. A ligação entre esses locais foi confirmada por descobertas arqueológicas: moedas greco-romanas foram encontradas no sul da Índia e espelhos e seda chineses foram localizados em escavações próximas ao Rio Volga, na Báctria, na Grécia e no Egito.
10. Não foram apenas produtos que circularam pelas Rotas da Seda. Por elas também transitaram tecnologias, artes, religiões e até doenças que impactaram diversos povos e a configuração do mundo.
Rotas da Seda
1. Entre os fluxos mercantis mais simbólicos do universo das trocas comerciais e culturais, as Rotas da Seda ocupam um lugar especial. Rotas da Seda é o modo como são chamados os caminhos e as estradas utilizados por caravanas comerciais para transportar artigos de luxo na Ásia entre os séculos II a.C. e XVI d.C. Esses caminhos ligavam a China, a Ásia Central, a Mesopotâmia e a Ásia Menor. Mais tarde, passaram a integrar o Mar Mediterrâneo, a Índia e o Egito.
3. Em razão da circulação de pessoas de diferentes origens por essas rotas, houve intercâmbio de conhecimentos, foram alteradas lógicas sociais, e ocorreram transformações políticas, expansões religiosas e muitos encontros e conflitos. As Rotas da Seda conectaram a China imperial às cidades-oásis do deserto de Takla Makan, na Ásia Central, e favoreceram a divulgação das tradições persas nos impérios da Índia e a propagação do budismo, do zoroastrismo e do islamismo entre as confederações nômades das estepes e muitos outros povos.
4. Ao longo dos séculos, essas rotas foram controladas por diversos povos e impérios, como os chineses, os kushanas (da Ásia Central), os persas, os sogdianos (da região correspondente a do atual território do Uzbequistão), os califados islâmicos, as confederações nômades da Ásia Central e o Império Mongol. Isso dificultava os percursos, pois, muitas vezes, os mercadores tinham de pagar tributos e negociar sua travessia em territórios controlados por autoridades diferentes, algumas amistosas, outras hostis.
5. Essas rotas tiveram origem nos esforços da China imperial para controlar as confederações nômades vizinhas a seu território. O primeiro imperador da China unificada foi Qin Shi Huangdi, que reinou no século III a.C. A fim de fazer acordos com povos nômades, como os yuezhis e os xiongnus, Qin Shi Huangdi enviava missões com um produto muito especial para oferecer como presente diplomático: a seda. Em troca, os chineses obtinham os cavalos ágeis e fortes criados pelos nômades da Ásia Central.
6. Na Ásia Menor, alguns dos principais trechos dessas rotas remontam a um tempo ainda mais antigo. Eles faziam parte da Estrada Real Persa, criada por Dario I, imperador persa, no século V a.C. Essa estrada ligava a cidade de Sardes a Susa, que antecedeu Persépolis como capital persa.
7. O Império Persa foi um dos maiores e mais poderosos da Antiguidade. A princípio, os persas ocupavam o sul do território correspondente ao que hoje é ocupado pelo Irã, mas, no século VI a.C., sob o governo de Ciro II, conquistaram territórios na Mesopotâmia, na Ásia Menor e na Ásia Central, estendendo o império até o vale do Rio Indo.
8. No século IV a.C., os persas foram conquistados pelos macedônios, mas a Estrada Real Persa não perdeu sua importância: a partir do século II a.C., ela conectou-se às Rotas da Seda. Isso favoreceu a expansão do comércio chinês. Esse crescimento comercial foi seguido de expansão territorial. Os chineses ampliaram sua área de domínio a oeste do império, passando a controlar rotas e territórios disputados por diversos povos.
9. Nesse período, os chineses eram os únicos que sabiam produzir seda, e o comércio desse produto conectou a Ásia ao Egito, à Grécia e a Roma. A ligação entre esses locais foi confirmada por descobertas arqueológicas: moedas greco-romanas foram encontradas no sul da Índia e espelhos e seda chineses foram localizados em escavações próximas ao Rio Volga, na Báctria, na Grécia e no Egito.
10. Não foram apenas produtos que circularam pelas Rotas da Seda. Por elas também transitaram tecnologias, artes, religiões e até doenças que impactaram diversos povos e a configuração do mundo.