Aula 3 A Pré-História

TEMA: A Pré-História
Nossa aula foi:
1ºA, quinta-feira, 29 de janeiro de 2026.
1ºB, quinta-feira, 29 de janeiro de 2026.
1ºC, quinta-feira, 29 de janeiro de 2026.EIXO TEMÁTICO
 
HABILIDADE NA BNCC
(EM13CHS101) Identificar, analisar e comparar diferentes fontes e narrativas expressas em diversas linguagens, com vistas à compreensão de ideias filosóficas e de processos e eventos históricos, geográficos, políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais.
 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM
(GO-EMCHS101B) Compreender diferentes fontes e narrativas históricas, presentes nos eventos econômicos e sociais nas mais diversas civilizações utilizando os conhecimentos cartográficos, localização e orientação geográfica para distinguir a dinâmica territorial, populacional e as relações socioeconômicas e ambientais que permitiram o desenvolvimento da humanidade.
Identificar como utilizar diferentes fontes históricas para compreender a pré-história e o surgimento da espécie humana.
 
CONTEÚDO
Origem da humanidade.
 
METODOLOGIA:
Os objetivos da aula são:
Compreender a ideia de “Pré-História” como um tempo muito antigo, anterior à invenção da escrita, distinguindo “antes” e “agora”.
Identificar que o conhecimento sobre o passado é construído com pesquisas e evidências (vestígios como fósseis, ossos e objetos), e que podem existir dúvidas e lacunas.
Reconhecer que existem formas de “medir o tempo” do passado (noções iniciais de datação como maneiras de estimar idades).
 
Para tanto, nos serviremos da seguinte estrutura de aula:
Realizar acolhida e sondagem, perguntar “Como a gente sabe sobre coisas que aconteceram há muito tempo?” e registrar hipóteses no quadro.
Mencionar relatos: “Porque alguém contou”, “meus avós falaram”, “histórias que passam de pais para filhos”, relacionando com a ideia de tradição oral anterior à escrita.
Mencionar registros: “Porque está escrito num livro”, “tem documentos”, fazendo ponte com o texto ao citar a escrita como marco.
Mencionar vestígios materiais: “por causa dos fósseis”, “ossos”, “coisas antigas que acharam”, “pinturas em caverna”, alinhado ao texto (vestígios, instrumentos, esqueletos) e ao estudo de registros materiais.
 
Organizar a leitura compartilhada do texto (professor ler trechos curtos e alternar com leitura em voz alta por voluntários), garantindo pausas para explicar vocabulário essencial.
Conceitos centrais do texto
Pré-História: período muito antigo anterior à invenção da escrita; costuma ser estudado por vestígios materiais, não por textos escritos.
 
Escrita: sistema de sinais/símbolos para registrar e comunicar informações; é um marco usado para separar Pré-História e História.
 
Vestígios (resquícios): evidências físicas do passado (objetos, ferramentas, restos, ossos etc.) que ajudam a reconstruir o que aconteceu.
 
Fósseis: restos ou marcas de seres vivos preservados ao longo do tempo (por exemplo, ossos e conchas) usados como evidências para estudar o passado.
 
Pesquisa científica: investigação feita com métodos e análise de evidências para explicar acontecimentos e períodos do passado.
 
Datação: conjunto de técnicas para estimar a idade de materiais/vestígios e organizar acontecimentos no tempo.
 
Ciências citadas no texto (o que estudam)
Arqueologia: ciência que estuda sociedades humanas do passado por meio de vestígios materiais encontrados em sítios arqueológicos.
 
Paleontologia: área que estuda fósseis para compreender seres vivos e ambientes de tempos muito antigos.
 
Antropologia: campo que estuda o ser humano e as culturas/sociedades; pode dialogar com achados sobre a humanidade ao longo do tempo.
 
Métodos de datação citados (ideia geral)
Dendrocronologia: datação/estimativa de idade a partir da observação dos anéis de crescimento das árvores.
 
Carbono-14: método de datação de materiais orgânicos (como madeira e ossos) baseado no decaimento radioativo do carbono-14; em geral, é usado para idades de até dezenas de milhares de anos.
 
Potássio-argônio: método radiométrico baseado no decaimento de potássio para argônio, usado para datar materiais muito antigos (mais antigos que o alcance do carbono-14).
 
Termoluminescência: técnica usada especialmente para datar objetos como cerâmicas, medindo sinais acumulados ao longo do tempo no material.
 
Termos auxiliares que aparecem e ajudam a compreender
Evidências: sinais/provas (como vestígios e fósseis) que sustentam uma explicação sobre o passado.
 
Instrumentos/artefatos: objetos produzidos ou usados por pessoas (por exemplo, ferramentas de pedra), que podem ser vestígios arqueológicos.
 
Extinção: desaparecimento de uma espécie ao longo do tempo.
 
MATERIAL:
Apostila Goiás Tec, 1ª série, 1º bimestre, capítulo 2.
 
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒
Aplicar uma atividade de saída (5–8 minutos): responder por escrito (com frases curtas) a 2 questões, “O que é Pré-História?” e “Citar 2 tipos de vestígios/pistas que ajudam a estudar o passado”, usando exemplos do texto.
 
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA FLEXIBILIZADA🎒
Aplicar a mesma atividade de saída com adaptações de acesso: oferecer enunciados com fonte ampliada e banco de palavras do texto (ex.: “escrita”, “fósseis”, “ossos”, “instrumentos”, “pesquisas”).
Permitir resposta por seleção e completamento: marcar a alternativa correta para “Pré-História é antes/depois da escrita” e completar frases com 1 palavra (ex.: “Fósseis são pistas do ______”).
Realizar registro avaliativo por mediação oral breve: pedir para o estudante ler uma frase do próprio cartaz do grupo e explicar com suas palavras, anotando evidências de compreensão.
 
MATERIAL:
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A Pré-História
1. A Pré-História, ou seja, o longo período anterior à invenção da escrita, só começou a ser conhecida e estudada a partir da segunda metade do século XIX. O entendimento até então era basicamente o revelado pelas Escrituras a respeito da Criação do Universo, da Terra e do Homem. O tema não era objeto de pesquisas dos intelectuais, que, na realidade, nem mesmo cogitavam dedicar algumas horas de estudo ao assunto.
2. A explicação teológica bastava e era suficiente. A criação da Terra e do Homem e a fixidez das espécies (o que significava rechaçar as noções de extinção e evolução das espécies) eram tidas como verdadeiros dogmas, isentas, portanto, de análise objetiva. Fósseis eram conhecidos desde a Grécia Antiga, porém as discordâncias interpretativas sobre a origem de tais conchas, detritos e vestígios impediam uma compreensão do que poderia ter ocorrido em épocas para as quais não se dispunha de provas irrefutáveis.
3. Os descobrimentos de esqueletos, partes do corpo, instrumentos e material diverso de épocas pretéritas seriam indícios adicionais de uma antiguidade bem maior da Terra e do Homem do que aquela normalmente aceita até a primeira metade do século XIX. As descobertas de grandes animais (mamutes) extintos, de ossos de animais antediluvianos (dinossauros, pterodáctilos) e de esqueletos de elefantes e rinocerontes na Europa eram evidências de um passado mais longo para a Terra e para o Homem do que aquele atribuído pelo Gênese.
4. Embora tenha progredido bastante o estudo desse passado, graças aos avanços permitidos pelas pesquisas da Paleontologia, da Geologia, da Biologia, da Química, da Arqueologia, da Antropologia e de tantos outros ramos da Ciência, ainda há muitas incógnitas, muitas incertezas, muitas dúvidas, muitas lacunas que impedem um seguro e exato conhecimento da Pré-história. Evidentemente, à medida que são descobertos fósseis, esqueletos, ossos, instrumentos, equipamentos e monumentos, aumenta a compreensão desses tempos bastante antigos, como, por exemplo, as descobertas, nesses últimos dez anos, na África, de vestígios e evidências de hominídeos. Para tanto, contudo, foi necessário o desenvolvimento de técnicas de aferição de antiguidade.
5. Os cinco principais métodos de datação utilizados atualmente são: a) dendrocronologia – observação dos anéis de crescimento das árvores; b) análise dos sedimentos de materiais de origem glacial; c) carbono 14 – análise baseada na desintegração radioativa desse isótopo de carbono que os raios cósmicos produzem na atmosfera. Este método de datação tem o inconveniente de só pode ser usado em materiais com uma antiguidade inferior a 40 mil anos; d) potássio-argônio – serve para determinar períodos extremamente longos (1,2 bilhão de anos) e se baseia, igualmente, na radioatividade; e) termoluminescência – permite datar os utensílios de argila, baseando-se o método no baixo nível de radioatividade no interior da cerâmica. No conjunto, todos esses métodos têm fornecido a estrutura para o desenvolvimento da Arqueologia, capaz, hoje, de retroceder a datação até os primeiros utensílios de pedra, de 2,5 milhões de anos de antiguidade.
6. Adicionalmente, é significativa a contribuição da Geologia (Estratigrafia) na datação, através do estudo da sequência cronológica, que se fundamenta na acumulação de depósitos, bem como da Arqueologia no da substituição dos objetos de pedra pelos de cobre, bronze e ferro (Idades da Pedra e dos Metais); tais técnicas e sistemas são instrumentais de grande importância na determinação do calendário de eventos para pautar a Pré-História do Homem. Assim, já é possível saber, em linhas gerais, a evolução gradual morfológica, do gênero Australopiteco ao gênero Homo, até chegar à espécie Homo Sapiens. O quebra-cabeça dos Tempos Pré-históricos continua, no entanto, a desafiar os pesquisadores, não sendo plausível aguardar para um futuro próximo um conhecimento muito mais aprofundado, que o atual, da Pré-História.
7. Os Tempos Pré-Históricos serão examinados em duas partes: a primeira, relativa à evolução da espécie humana desde o gênero Homo, e a segunda, referente ao desenvolvimento social, cultural, espiritual e técnico dos chamados Períodos arqueológicos do Neolítico (Idade da Pedra Polida) e do Eneolítico (Idade dos Metais).