TEMA: Os julgamentos
do pós-guerra
Nossa aula foi:
1ºA,terça-feira,
2 de junho de 2026 .
1ºB,terça-feira,
2 de junho de 2026 .
1ºC,terça-feira,
2 de junho de 2026 .
EIXO TEMÁTICO
HABILIDADE NA BNCC
(EM13CHS501) Analisar os fundamentos da ética em diferentes culturas, tempos e espaços, identificando processos que contribuem para a formação de sujeitos éticos que valorizem a liberdade, a cooperação, a autonomia, o empreendedorismo, a convivência democrática e a solidariedade.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM
(GO-EMCHS501A) Identificar a etimologia dos termos moral e ética na história da filosofia, selecionando casos concretos que possam confirmar a necessidade de superação do mero senso moral para a reflexão ética propriamente dita.
Identificar a sociedade da Grécia e Roma Antiga, analisando a questão da democracia ateniense e do direito romano.
Analisar a construção da cidadania na Antiguidade Clássica.
CONTEÚDO
Ética e Moral
METODOLOGIA:
Os objetivos da aula são:
Compreender o contexto dos julgamentos do pós-guerra e sua relação com os crimes cometidos pelo regime nazista.
Identificar o papel da burocracia, da colaboração e
da obediência na realização do Holocausto, conforme o texto destaca ao tratar
da “solução final”, dos “trens da morte” e da atuação de Adolf Eichmann.
Analisar a interpretação de Hannah Arendt sobre
Eichmann e a ideia de banalidade do mal, associando-a à falta de reflexão
crítica diante da violência.
Desenvolver leitura histórica orientada, seleção de
informações e elaboração de síntese individual.
Para tanto, nos serviremos da seguinte estrutura de
aula:
Apresentar no quadro os objetivos e fazendo uma breve contextualização sobre o fim da Segunda Guerra Mundial, esclarecendo que a aula será baseada no texto da Moderna Plus História, página 316. Em seguida, lançar duas perguntas disparadoras para resposta oral breve: “O que aconteceu com os criminosos nazistas após a guerra?” e “Como pessoas comuns podem participar de violências extremas?”.
Cada estudante realiza a leitura silenciosa do
texto. Durante a leitura, deverá marcar no próprio material ou no caderno: um
trecho sobre os julgamentos de Nuremberg, um trecho sobre Adolf Eichmann, um
trecho sobre Hannah Arendt e um trecho que explique a banalidade do mal.
Após a leitura, o professor entrega ou escreve no
quadro um roteiro com comandos curtos.
Identifique quem foram os responsáveis pelos
julgamentos de Nuremberg.
Resposta esperada: “Os julgamentos de Nuremberg [foram] interrogatórios realizados pelos Aliados entre 1945 e 1946.”
Localize no texto o que permitiu a realização da
“solução final”.
Resposta esperada: a “solução final” “só foi possível graças ao esforço sistemático de muitas pessoas”.
Escreva quem foi Adolf Eichmann e qual era sua
função.
Resposta esperada: Adolf Eichmann foi “tenente-coronel da Schutzstaffel (ou SS)” e “burocrata responsável por questões logísticas do Holocausto”.
Registre quem capturou Eichmann e onde ele foi
julgado.
Resposta esperada: Eichmann “foi capturado pelo Mossad” e, em 1961, “foi julgado em Jerusalém”.
Formulação final
Explique, com suas palavras, o que Hannah Arendt quis dizer com “banalidade do mal”.
Espera-se que o aluno escreva que, para Hannah Arendt, o mal pode ser praticado por pessoas comuns quando deixam de refletir sobre seus atos e passam a tratar a violência como algo normal. A banalidade do mal acontece quando “a ordem política e social trivializa a violência e a torna, portanto, comum”.
MATERIAL:
Moderna Plus História, página 316.
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒
A avaliação comum será processual e escrita, considerando a participação na leitura orientada, a identificação correta das informações no texto, o preenchimento do quadro-síntese e a produção da resposta reflexiva final. Os critérios centrais serão: compreensão do conteúdo histórico, capacidade de localizar evidências no texto e elaboração de explicação coerente sobre a banalidade do mal.
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA FLEXIBILIZADA🎒
A avaliação flexibilizada para estudantes com déficit intelectual que sabem ler será realizada com o mesmo texto, mas com mediação e redução da complexidade da tarefa. O estudante fará leitura com apoio do professor, marcação de trechos-chave previamente indicados e responderá a uma ficha adaptada com comandos objetivos e linguagem mais simples.
MATERIAL:
Os julgamentos do pós-guerra
Nos países ocupados durante a guerra, a resistência e os partisans tiveram importante papel, mas há algo que impressiona quem estuda esse tema: a apatia, a indiferença e até mesmo a colaboração foram muito comuns. Por que as pessoas compactuaram com o extermínio perpetrado pelos nazistas? O que aconteceu com os nazistas no pós-guerra? Hitler e o círculo mais íntimo que o cercava cometeram suicídio, mas e os demais oficiais nazistas?
Para a primeira pergunta, não há resposta definitiva, apenas hipóteses. As outras duas envolvem, de certa forma, a compreensão de que a “solução final” só foi possível graças ao esforço sistemático de muitas pessoas. Como coordenar o transporte de milhões de pessoas? Como administrar, por exemplo, os horários dos “trens da morte”, que levavam prisioneiros aos campos de extermínio? Questões como essas direcionaram os julgamentos de Nuremberg, interrogatórios realizados pelos Aliados entre 1945 e 1946 na cidade de mesmo nome, na Alemanha. Nos julgamentos, 12 oficiais nazistas foram condenados à morte, entre os quais Joseph Goebbels e Rudolf Höss. Tais questões remontam também ao tenente-coronel da Schutzstaffel (ou SS) Adolf Eichmann, burocrata responsável por questões logísticas do Holocausto.
Ao final da guerra, Eichmann e outros membros do alto escalão nazista conseguiram fugir. Alguns deles se refugiaram em países da América Latina, como o Brasil, a Argentina, o Paraguai e a Bolívia. Apesar de usarem nomes e documentos falsos, vários deles foram encontrados e levados à justiça pelos chamados “caçadores de nazistas”.
O polonês Simon Wiesenthal, que sobreviveu aos campos de concentração, foi um dos responsáveis pela localização de Adolf Eichmann na Argentina, em 1960. O ex-oficial da SS foi capturado pelo Mossad (serviço secreto do Estado de Israel) e levado a julgamento por crimes de guerra, contra a humanidade e contra o povo judeu. Em 1961, Eichmann foi julgado em Jerusalém. A filósofa alemã Hannah Arendt, enviada pela revista estadunidense The New Yorker, acompanhou o julgamento. Com base nessa experiência, Arendt escreveu a obra: Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal, de 1963.
Algo incomodava a filósofa de forma particular: para ela, Adolf Eichmann não parecia um monstro, mas homem comum, que declarava ter sido um funcionário exemplar. Ele não tinha histórico antissemita. Afirmou no julgamento apenas cumprir ordens, sem questionar as consequências do que fazia. Em outras palavras, ele não se considerava responsável pelo extermínio.
Havia nele, segundo Arendt, um vazio de pensamento, por falta de reflexão. Com base no julgamento de Eichmann, a filósofa chegou à conclusão de que o mal é comum, político e histórico. Uma vez que é produzido por seres humanos, instaura-se onde encontra espaço, onde a ordem política e social trivializa a violência e a torna, portanto, comum. Nesses locais, se instala a banalidade do mal.
Nossa aula foi:
1ºA,
1ºB,
1ºC,
EIXO TEMÁTICO
(EM13CHS501) Analisar os fundamentos da ética em diferentes culturas, tempos e espaços, identificando processos que contribuem para a formação de sujeitos éticos que valorizem a liberdade, a cooperação, a autonomia, o empreendedorismo, a convivência democrática e a solidariedade.
(GO-EMCHS501A) Identificar a etimologia dos termos moral e ética na história da filosofia, selecionando casos concretos que possam confirmar a necessidade de superação do mero senso moral para a reflexão ética propriamente dita.
Identificar a sociedade da Grécia e Roma Antiga, analisando a questão da democracia ateniense e do direito romano.
Analisar a construção da cidadania na Antiguidade Clássica.
Ética e Moral
Os objetivos da aula são:
Compreender o contexto dos julgamentos do pós-guerra e sua relação com os crimes cometidos pelo regime nazista.
Apresentar no quadro os objetivos e fazendo uma breve contextualização sobre o fim da Segunda Guerra Mundial, esclarecendo que a aula será baseada no texto da Moderna Plus História, página 316. Em seguida, lançar duas perguntas disparadoras para resposta oral breve: “O que aconteceu com os criminosos nazistas após a guerra?” e “Como pessoas comuns podem participar de violências extremas?”.
Resposta esperada: “Os julgamentos de Nuremberg [foram] interrogatórios realizados pelos Aliados entre 1945 e 1946.”
Resposta esperada: a “solução final” “só foi possível graças ao esforço sistemático de muitas pessoas”.
Resposta esperada: Adolf Eichmann foi “tenente-coronel da Schutzstaffel (ou SS)” e “burocrata responsável por questões logísticas do Holocausto”.
Resposta esperada: Eichmann “foi capturado pelo Mossad” e, em 1961, “foi julgado em Jerusalém”.
Explique, com suas palavras, o que Hannah Arendt quis dizer com “banalidade do mal”.
Espera-se que o aluno escreva que, para Hannah Arendt, o mal pode ser praticado por pessoas comuns quando deixam de refletir sobre seus atos e passam a tratar a violência como algo normal. A banalidade do mal acontece quando “a ordem política e social trivializa a violência e a torna, portanto, comum”.
Moderna Plus História, página 316.
A avaliação comum será processual e escrita, considerando a participação na leitura orientada, a identificação correta das informações no texto, o preenchimento do quadro-síntese e a produção da resposta reflexiva final. Os critérios centrais serão: compreensão do conteúdo histórico, capacidade de localizar evidências no texto e elaboração de explicação coerente sobre a banalidade do mal.
A avaliação flexibilizada para estudantes com déficit intelectual que sabem ler será realizada com o mesmo texto, mas com mediação e redução da complexidade da tarefa. O estudante fará leitura com apoio do professor, marcação de trechos-chave previamente indicados e responderá a uma ficha adaptada com comandos objetivos e linguagem mais simples.
Os julgamentos do pós-guerra
Nos países ocupados durante a guerra, a resistência e os partisans tiveram importante papel, mas há algo que impressiona quem estuda esse tema: a apatia, a indiferença e até mesmo a colaboração foram muito comuns. Por que as pessoas compactuaram com o extermínio perpetrado pelos nazistas? O que aconteceu com os nazistas no pós-guerra? Hitler e o círculo mais íntimo que o cercava cometeram suicídio, mas e os demais oficiais nazistas?
Para a primeira pergunta, não há resposta definitiva, apenas hipóteses. As outras duas envolvem, de certa forma, a compreensão de que a “solução final” só foi possível graças ao esforço sistemático de muitas pessoas. Como coordenar o transporte de milhões de pessoas? Como administrar, por exemplo, os horários dos “trens da morte”, que levavam prisioneiros aos campos de extermínio? Questões como essas direcionaram os julgamentos de Nuremberg, interrogatórios realizados pelos Aliados entre 1945 e 1946 na cidade de mesmo nome, na Alemanha. Nos julgamentos, 12 oficiais nazistas foram condenados à morte, entre os quais Joseph Goebbels e Rudolf Höss. Tais questões remontam também ao tenente-coronel da Schutzstaffel (ou SS) Adolf Eichmann, burocrata responsável por questões logísticas do Holocausto.
Ao final da guerra, Eichmann e outros membros do alto escalão nazista conseguiram fugir. Alguns deles se refugiaram em países da América Latina, como o Brasil, a Argentina, o Paraguai e a Bolívia. Apesar de usarem nomes e documentos falsos, vários deles foram encontrados e levados à justiça pelos chamados “caçadores de nazistas”.
O polonês Simon Wiesenthal, que sobreviveu aos campos de concentração, foi um dos responsáveis pela localização de Adolf Eichmann na Argentina, em 1960. O ex-oficial da SS foi capturado pelo Mossad (serviço secreto do Estado de Israel) e levado a julgamento por crimes de guerra, contra a humanidade e contra o povo judeu. Em 1961, Eichmann foi julgado em Jerusalém. A filósofa alemã Hannah Arendt, enviada pela revista estadunidense The New Yorker, acompanhou o julgamento. Com base nessa experiência, Arendt escreveu a obra: Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal, de 1963.
Algo incomodava a filósofa de forma particular: para ela, Adolf Eichmann não parecia um monstro, mas homem comum, que declarava ter sido um funcionário exemplar. Ele não tinha histórico antissemita. Afirmou no julgamento apenas cumprir ordens, sem questionar as consequências do que fazia. Em outras palavras, ele não se considerava responsável pelo extermínio.
Havia nele, segundo Arendt, um vazio de pensamento, por falta de reflexão. Com base no julgamento de Eichmann, a filósofa chegou à conclusão de que o mal é comum, político e histórico. Uma vez que é produzido por seres humanos, instaura-se onde encontra espaço, onde a ordem política e social trivializa a violência e a torna, portanto, comum. Nesses locais, se instala a banalidade do mal.
